domingo, 11 de janeiro de 2009

Austrália


Fui ver o filme Austrália esta semana. Fui mesmo só, o que não me incomoda pois detesto grandes conversas e burburinhos no cinema. Além do mais, comovo-me com uma certa facilidade mas não gosto de dar parte de fraca e já me tinham avisado que este filme puxava á lágrima. Gostei imenso. Sempre adorei filmes e séries sob a Austrália como a Dinastia da Lama (alguém se lembra?) entre outras e tenho um verdadeiro fascínio acerca daquela ilha continente que povoa o meu imaginário com paisagens assombrosas, aborígenes, dingos, cangurus, koalas etc. E até que enfim um filme em que uma das personagens principais do núcleo das ditas heróicas e boazinhas não morre no final. É que já está virando moda: No Paciente Inglês os dois amantes morrem; no Titanic o Leo Dicaprio morre (morre também no Diamante de Sangue), no Cold Mountain o Jude Law tabém lá vai (e o desperdício que seria... adoro-te Jude Law liga-me!)... e poderia citar muito e muito mais...

Mas voltando á Austrália (quem me dera poder dizer isto no sentido literal...) gostei do desempenho e da química entre a Nicole Kidman e o Hugh Jackman, da fotografia, das paisagens tão esmagadoras que temos a certeza que Deus andou por lá e por se basear em factos históricos como a Segunda Guerra Mundial e por ser um pedido de desculpa às "gerações roubadas" (crianças aborígenes - filhas de pai branco e mãe aborígene - separadas de seus pais durante mais de um século no intuito de evitar que a sua parte "negra" as corrompesse). São sempre bons os pedidos de desculpas embora me revoltem quando tardam pela demora, mitigando em pouco a dor e a humilhação...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Olá

Olá,
inicio este blog nesta altura, para cumprir uma das minhas resoluções de ano novo. Quero ser mais disciplinada. Na verdade, raramente levo uma coisa até ao fim e por isso mesmo criei este blog, comprometendo-me a postar (será que este termo existe?) com a maior frequência que me for possível. Ainda não sei acerca do que escreverei... mas possivelmente será no âmbito da minha constante luta para perder peso, do meu terror face á proximidade dos 30 entre outras coisas. Ufffffff...
Será que vou conseguir?

Quem sou eu?


Tenho 29 anos. Descobri que o meu primeiro nome significa “forte e viril” e o segundo “fraca e graciosa”, o que é engraçado pois sou a senhora dos contrastes. Sou alegre e tenho um humor certeiro e mordaz mas por vezes também sou triste, escura e melancólica. Gosto de gatos: Sou em tudo como eles: gosto da boa vida, de me espreguiçar debaixo de um raio de sol, mas se for preciso, sei ir á luta para conseguir o que quero. Adoro dormir, acordar tarde, da impunidade dos lençóis. Tenho miopia bastante acentuada mas odeio usar óculos. Não suporto injustiças e a opressão sob o mais fraco. Sou tímida e insegura mas tenho jeito para falar em público e para me armar em líder. Adoro comer e cozinhar…mas detesto lavar a louça. Sou vaidosa e feminina… um pouco narcisista também. O que gosto mais em mim é do cabelo. O que mais detesto é o meu nariz, que não é tão harmonioso quanto desejaria. Se fosse muito rica viajava mais e criava uma instituição de apoio aos idosos. Não sou nada disciplinada, raramente levo algo até ao fim. Sou desorganizada, distraída e desastrada, o tipo de mulher que não se pode vestir de branco pois fica logo com nódoas de molho, gasóleo, etc. Gosto de escrever e de ler. Já fiz várias dietas mas nunca consegui manter o peso. Adoro olhar o céu á noite e imaginar tudo o que está para além dele, sentindo-me esmagada e ao mesmo tempo grata por poder fazer parte de tudo isto. Tenho sentimentos ambivalentes quanto á maternidade. Tenho medo de não envelhecer com graciosidade e dignidade. Sou desconfiada e por vezes esquiva. Sou muito centrada em mim e disseco os meus pensamentos e situações passadas de forma quase obsessiva. Adoro Abraços. Sou muito sensível a críticas. Amuo com facilidade mas passa rápido. Sou explosiva no momento mas não guardo ressentimentos. Amo conduzir. Tomo banho com a água quase a ferver. Ás vezes penso que vivo numa adolescência sem fim que nada tem a ver com a minha idade biológica. E tenho a certeza que já fui feliz.