
Fui ver o filme Austrália esta semana. Fui mesmo só, o que não me incomoda pois detesto grandes conversas e burburinhos no cinema. Além do mais, comovo-me com uma certa facilidade mas não gosto de dar parte de fraca e já me tinham avisado que este filme puxava á lágrima. Gostei imenso. Sempre adorei filmes e séries sob a Austrália como a Dinastia da Lama (alguém se lembra?) entre outras e tenho um verdadeiro fascínio acerca daquela ilha continente que povoa o meu imaginário com paisagens assombrosas, aborígenes, dingos, cangurus, koalas etc. E até que enfim um filme em que uma das personagens principais do núcleo das ditas heróicas e boazinhas não morre no final. É que já está virando moda: No Paciente Inglês os dois amantes morrem; no Titanic o Leo Dicaprio morre (morre também no Diamante de Sangue), no Cold Mountain o Jude Law tabém lá vai (e o desperdício que seria... adoro-te Jude Law liga-me!)... e poderia citar muito e muito mais...
Mas voltando á Austrália (quem me dera poder dizer isto no sentido literal...) gostei do desempenho e da química entre a Nicole Kidman e o Hugh Jackman, da fotografia, das paisagens tão esmagadoras que temos a certeza que Deus andou por lá e por se basear em factos históricos como a Segunda Guerra Mundial e por ser um pedido de desculpa às "gerações roubadas" (crianças aborígenes - filhas de pai branco e mãe aborígene - separadas de seus pais durante mais de um século no intuito de evitar que a sua parte "negra" as corrompesse). São sempre bons os pedidos de desculpas embora me revoltem quando tardam pela demora, mitigando em pouco a dor e a humilhação...
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